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Projeto de Revitalização do Quilombo quer intensificar ações de tratamento dos lançamentos industriais no ribeirão

30/06/2021 - Categoria: Informes

No dia 17/06, aconteceu o webinar “Mobilização para a Revitalização do Ribeirão Quilombo”, com objetivo de informar as novas administrações municipais sobre o Projeto de Revitalização desse curso d’água, implantado pelo Consórcio PCJ, desde 2018, e o estágio atual da iniciativa, como também, debater os resultados alcançados até o momento. Durante o encontro em ambiente digital, a entidade destacou como o próximo passo do projeto os esforços para se avançar no tratamento de efluentes industriais, caso contrário será difícil que a despoluição das águas do ribeirão ocorra por completo.

Segundo o Secretário executivo do Consórcio PCJ, Francisco Lahóz, a sub-bacia do Quilombo vem mostrando grandes avanços no tratamento de esgotos urbanos, como a inauguração da mais recente Estação de Tratamento de Esgotos (ETE), com tecnologia de Estação Produtora de Água de Reuso (EPAR), Boa vista, em Campinas, que elevou o tratamento na cidade para 100%. Outros municípios possuem índices próximo a esse, com exceção de Sumaré, que trata apenas 24% dos seus esgotos.

Sem tratar efluentes industriais não se consegue mudar a qualidade da água dos rios

As águas dos rios são divididas em classes de qualidade estabelecidas pela resolução CONAMA 357 de 2005. Em cada uma delas existe um limite mínimo e máximo de cargas poluidoras. Estudos demonstram que cursos d’água que recebem esgotos domésticos e efluentes industriais torna-se mais complexa a classe.

O CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente), lançou em 2011, a resolução 430, que dispõe parâmetros e diretrizes para lançamentos em corpos de água. Ainda segundo Lahóz, “é uma questão de medidas não estruturais e de uma pactuação regional para que todos cumpram a lição de casa e as empresas, além de atenderem a legislação, procurem ampliar ainda mais sua contribuição com o uso de produtos que poluam menos ao serem lançados nos cursos d’água”.

Somente com a soma dessas ações, ao lado da recuperação das matas ciliares, permitirá o Quilombo mudar sua classe de rio em 2035 e ser possível o uso de suas águas como uma reserva estratégica para a sustentabilidade hídrica futura da região.

No Brasil existem pouquíssimas experiências de rios que mudaram sua classe de qualidade. Nas Bacias PCJ, há apenas um único exemplo, o do Rio Jundiaí, que passou de classe 4 para 3. O Plano das Bacias PCJ prevê que em 2030, todos os rios da região deverão ser de classe 3.

Municípios na sub-bacia do Quilombo estão executando ações de recuperação

Além da participação do Secretário executivo do Consórcio PCJ, Francisco Lahóz, o webinar contou com as apresentações do assessor técnico da entidade, Flávio FortiStenico, do superintende do Departamento de Água e Esgoto de Americana, Carlos Zappia, da Diretora de Licenciamento Ambiental e Gestão de Resíduos na Secretaria de Meio Ambiente de Hortolândia, Eliane Sousa, e da coordenadora de tratamento de esgoto da SANASA Campinas, Renata de Gasperi.

Stenico realizou uma contextualização do Projeto de Revitalização do Quilombo, implantado pelo Consórcio PCJ em 2018 e os avanços promovidos nesses três anos de ações em parcerias com os municípios da sub-bacia.

Em seguida, Eliane destacou as ações de saneamento que Hortolândia tem realizado que estão impactando a sub-bacia do Quilombo, como por exemplo, a coleta de 98% de esgoto e 100% destes sofre tratamento antes de ser lançado no Ribeirão Jacuba, afluente do Quilombo. 

Ela ainda pontuou sobre os reservatórios de água para combate a enchentes e a implantação de parque lineares. A diretora da secretaria de meio ambiente ainda abordou sobre o projeto de mapear e preservar as nascentes da sub-bacia do Quilombo com o intuito de ampliar a disponibilidade hídrica.

Zappia apontou o problema do ligamento de água pluviais à rede de esgoto em Americana, como extremamente importante para a melhoria da qualidade da água do curso d’água, já que isso permite poluição por cargas difusas. O superintendente do DAE lembrou ainda que o Quilombo já foi o primeiro manancial da cidade e que é retornar a qualidade de suas águas é estratégico para o município.

Sobre o Ribeirão Quilombo

O Ribeirão Quilombo percorre 54,7 km, entre os municípios de Campinas, Paulínia, Hortolândia, Sumaré, Nova Odessa e Americana, tendo sua foz no Rio Piracicaba e uma vazão média de 5,5 m³/s. Por cruzar uma região extremamente urbana e com forte conurbação, o ribeirão viu a qualidade de suas águas se deteriorarem de forma bem intensa, nas últimas décadas. Após a crise hídrica de 2014 e 2015, o Consórcio PCJ passou a olhar para o ribeirão com outros olhos, com a perspectiva de revitalizá-lo para poder contar com o uso de suas águas na ampliação da oferta hídrica da região. Assim, foi criado o Projeto de Revitalização do Quilombo, em 2018, com a ousada meta de trazer a vida ao curso d’água até o ano de 2035.

Fonte: Consórcio PCJ