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Como as desenvolvedoras de jogos estão enfrentando a crise climática

26/05/2022 - Categoria: Informes

As primeiras imagens são viscerais e desconcertantes: uma paisagem distópica dominada por tempestades agitadas, incêndios e erupções que ameaçam devorar a pouca vida que resta em um planeta em extinção.

Não, isso não é um filme de Hollywood. É um videogame: Away: The Survival Series. Nele, os jogadores controlam um Petauro do açúcar — um tipo de gambá noturno voador — e têm como objetivo mantê-lo vivo, atravessando uma paisagem que está sempre mudando, assolada pela crise climática.

Lançado ano passado pela desenvolvedora independente do Canadá, Breaking Walls, Away é parte de uma nova categoria de jogos focados no meio ambiente. Os títulos são parte de um esforço para engajar os mais de 2 bilhões de jogadores do mundo para as questões climáticas.

Até agora, 50 empresas de jogos, cujo público é de mais de 130 milhões de jogadores, já fazem parte, incorporando temas ambientais  em seus produtos. Além disso, há muitas evidências de que incentivos integrados em jogos podem impactar significativamente o comportamento do mundo real. Barratt destacou o jogo Fortnite, que arrecadou 170 milhões de dólares para a Ucrânia.

PRÓXIMO NÍVEL

Desenvolvedoras independentes como a Breaking Walls não são as únicas que estão abraçando o ambientalismo. Algumas das maiores do mundo já têm lançado jogos e ativações com temas ambientais. No ano passado, o jogo Pac-Man trouxe um tema de reflorestamento e o Pokémon GO permitiu que os jogadores vestissem seus personagens com roupas temáticas do Dia da Terra. Outros títulos notáveis incluem a June’s Journey, no qual é possível comprar decorações de árvores no jogo, cuja desenvolvedora Wooga se compromete a corresponder plantando uma árvore no mundo real. Uma ativação no jogo Monument Valley 2 permite que os jogadores aprendam sobre a importância das árvores, encorajando-os a apoiar uma petição de conservação florestal chamada Play4Forests.

Outras empresas de tecnologia também adotaram o ambientalismo. No ano passado, o Google Flights começou a fornecer aos viajantes estimativas de suas pegadas de carbono. A Amazon agora rotula produtos que são favoráveis ao clima. E o grupo financeiro Ant Group plantou mais de 120 milhões de árvores em nome dos clientes.

Especialistas dizem que esses incentivos digitais são cruciais, pois o mundo está diante de uma calamidade ambiental. "Nossas práticas de consumo estão exercendo uma tremenda pressão sobre o planeta, impulsionando a mudança climática, aumentando a poluição e levando as espécies à extinção", diz David Jensen, Coordenador de Transformação Digital do PNUMA. "Esses incentivos digitais ecológicos ajudam os consumidores a tomar decisões melhores, bem como a levar as empresas a adotar práticas sustentáveis coletivamente".

Fonte:UNEP