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Expedição do Monitora Tietê leva SEMIL ao campo para acompanhar monitoramento do rio

09/10/2026

Entre 21 e 23 de setembro, equipes da CETESB, do INPE e da Subsecretaria de Recursos Hídricos e Saneamento Básico navegaram de Barra Bonita a Sabino coletando dados que calibram o monitoramento do rio por satélite

No mês do Dia do Rio Tietê, celebrado em 22 de setembro, a Subsecretaria de Recursos Hídricos e Saneamento Básico da SEMIL participou da expedição do Programa Monitora Tietê, conduzida pela CETESB em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Durante três dias, o grupo percorreu o Médio Tietê de barco, acompanhando a coleta de dados na água que serve para calibrar os modelos de satélite usados para monitorar algas e sedimentos no rio.

A atividade contou também com a presença da secretária de Estado de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende.


No mapa: em rosa os pontos de embarque, pernoite e desembarque, e em azul as paradas para coleta e calibração.


Secretária Natália Resende e equipes da Cetesb, INPE e SRHSB. Foto: Comunicação Cetesb.

Medir na água o que o satélite vê do alto

A SEMIL foi representada pela assistente técnica Letícia Milene e por Camila Vecchi, assessora do subsecretário, ao lado de equipes da CETESB, do INPE e de empresas vinculadas ao programa. O grupo saiu de Barra Bonita na tarde de 21 de setembro, pernoitou em Arealva e em Pongaí e passou pelas eclusas das represas de Bariri e de Ibitinga, que permitem aos barcos vencer o desnível do rio.

O Monitora Tietê usa imagens de satélite de alta resolução e inteligência artificial para acompanhar cerca de 1.000 km do rio, de Suzano até a foz, em Itapura, além do Rio Pinheiros e dos principais reservatórios da bacia. Em convênio com o INPE, o sistema também acompanha a proliferação de algas nos reservatórios, ligada à chamada "nata verde" que aparece em trechos do Médio e Baixo Tietê.

Para que as estimativas por satélite sejam confiáveis, é preciso compará-las com medições feitas na própria água. Esse foi o foco da expedição. Equipamentos do INPE, presos ao barco e mergulhados no rio, mediam a luz refletida pela água e a concentração de partículas, com os dados gravados direto no computador, mesmo sem internet. As medições alimentam a calibração dos modelos que estimam algas e sedimentos a partir das imagens.


Equipamentos do INPE medem na água a mesma luz que o satélite capta, para calibrar os modelos de monitoramento. Fotos por Letícia Milene, assistente técnica da Diretoria de Recursos Hídricos da SEMIL.

Coleta e preparo das amostras de água durante a expedição. Fotos por Letícia Milene, assistente técnica da Diretoria de Recursos Hídricos da SEMIL.

Boias inteligentes reduzem algas em Sabino

No último dia, a expedição chegou a Sabino para conhecer o projeto-piloto do programa Integra Tietê. Ali, 14 boias inteligentes instaladas em um braço do rio emitem ondas de ultrassom que interrompem a flutuação e a fotossíntese das cianobactérias. As boias funcionam com energia solar e também atuam como estações automáticas de monitoramento. Sabino foi escolhido pelo histórico de florações e pela importância do local para lazer, turismo e pesca.

Segundo os resultados apresentados ao grupo, em dois meses a concentração das algas e da toxina microcistina caiu cerca de 91%. Onde antes se formava a "nata verde", a balneabilidade melhorou e o local hoje está próprio para banho.


Boias que emitem ondas de ultrassom que interrompem a flutuação e a fotossíntese das algas. Foto: Comunicação Cetesb.

Importância dos dados para a gestão

A operação integra as ações do Grupo de Fiscalização Integrada das Águas do Rio Tietê (GFI-Tietê), criado em 2025 por Resolução Conjunta SEMIL/SAA para articular a recuperação do rio entre os órgãos do Estado. Para a subsecretaria, a expedição foi uma forma de ver de perto essa articulação, que a SEMIL ajuda a coordenar.

"Acompanhar de perto o processo, da coleta em tempo real na água até a preparação para calibrar os modelos de satélite, deu um sentido concreto a algo que, no dia a dia, muitas vezes discutimos de forma mais abstrata", conta Letícia Milene, assistente técnica da Diretoria de Recursos Hídricos da SEMIL.

Para saber mais sobre o programa Monitora Tietê, acesse o site da Cetesb clicando aqui!